segunda-feira, 14 de março de 2011

Terremoto no Japão - IPRB Japão

O terremoto de magnitude 8.9 que aconteceu nesta sexta-feira, 11 de março de 2011, certamente foi um dos mais intensos registrados no Japão.

Aqui todos estamos habituados a tremores de terra. O Japão encontra-se sobre uma encruzilhada de quatro grandes placas tectônicas, sendo este o país no mundo que mais registra abalos sísmicos em seu território. O governo japonês possui um eficiente sistema de prevenção e alerta. Assim, em função deste, o número de mortos é reduzido se comparado com as proporções do cataclisma. Um tremor semelhante aconteceu na Indonésia no ano de 2004, causando a morte de aproximadamente 168 mil pessoas.

Antes do tremor, todas as instituições públicas receberam o alerta dos sensores do governo instalados por toda a costa japonesa. O alerta foi acionado cerca de 30 segundos antes do abalo. O tremor durou cerca de 4 minutos e a sensação podia ser sentida no cérebro, provocando tontura.

O tremor foi em função do atrito entre a Placa do Pacífico e a Placa Norte-americana. Com o deslocamento das placas as falhas geológicas entram em atividade provocando rachaduras no solo e agitam o mar por meio da vibração e liberação de gases oriundos do manto abaixo da crosta.

Primeiras consequências

Logo após a abalo, o alerta de Tsunamis foi acionado indicando as regiões a serem evacuadas, o tamanho das ondas e o tempo de impacto. O sistema de telefonia congestionou, o sistema de distribuição de energia elétrica e gás foi cortado para evitar incêndios, todos os trens e metrôs foram paralisados e as rodovias foram interditadas. As pessoas das zonas de risco foram rapidamente conduzidas para as áreas de refúgio, conforme os treinamentos realizados periodicamente como prevenção para tais ocasiões. Pelo fato de a população saber como agir nestes momentos é que não há pânico. Todos os procedimentos de refúgio são realizados com eficiência, organização e com relativa calma. Os danos materiais são inevitáveis, mas o governo disponibiliza todos os recursos necessários para socorrer a população.

Imediatamente após o abalo o network estatístico nacional de emergência entra em ação com todas as redes de comunicação mantendo a população informada dos números, dos eventos, dos procedimentos e da ação governamental. Contudo, mesmo com toda a capacidade gerencial para catástrofes, o sofrimento e prejuízos são enormes.

Tokyo ficou paralisada.

O trânsito na capital não se movia, as pessoas não conseguiam voltar para suas casas, os trens e metrôs paralisados, boas parte dos trabalhadores tive de dormir em escolas e salas cívicas do centro da cidade. Mais de 4.400.000 casas estão sem energia elétrica, gás e água com uma temperatura abaixo de zero. Até o momento (12 de março / sábado), 214 pessoas morreram e cerca de 800 estão desaparecidas, segundo a agência de informações Kyodo. Uma refinaria de petróleo explodiu na província de Chiba, uma usina nuclear está com o sistema de refrigeração danificado aumentando a pressão no reator e em estado de iminente explosão e vazamento de material radiativo, um aeroporto foi invadido pelo mar, os aeroportos de Narita e Haneda foram parcialmente paralisados, as rodovias expressas, empresas automobilísticas e demais serviços na região estão paralisados e muitas cidades litorâneas destruídas.

Outro grande problema é a queda do mercado financeiro mundial. Para cobrir as despesas da catástrofe o governo japonês, já economicamente debilitado por causa da última crise financeira de 2008-2009, deverá liquidar parte de seus investimentos em países estrangeiros, ocasionando uma forte queda. As ações das empresas japonesas devem cair, refletindo no mercado de trabalho japonês.

Pedido de oração

Solicitamos a todos que orem pelo Japão. A população japonesa está sofrendo, os prejuízos são grandes e a comunidade estrangeira também sofre os efeitos. Até o momento não recebemos notícias de mortos, feridos ou de igrejas evangélicas afetadas. Em nossa região não houve danos, apenas sentimos os abalos. Estamos acompanhando as notícias com expectativa. O processo de recuperação e reconstrução é o mais demorado e mais difícil. Esperamos que desta tragédia brotem frutos para salvação.

Agradecemos sua preocupação e solidariedade neste momento difícil para o Japão. Contamos com suas intercessões. Saudações em Cristo.

Pr. Luís Kendji G. Yasumura

Miss. Ana Cláudia A. R. Yasumura